A Conferência Livre dos Pontos de Cultura da Capital SP, Potyrõ em Pontos, enaltece a importância da construção coletiva da Política Nacional Cultura Viva para as Ponteiras e Ponteiros Paulistanos

No dia 06 de dezembro de 2025, os ponteiros e fazedores de cultura da capital paulistana se encontraram num domingo cheio de atividades e rodas de conversas. Realizado na ETEC de Artes, próximo ao metrô Carandiru, a CONFERÊNCIA LIVRE DOS PONTOS DE CULTURA DA CAPITAL – POTYRÕ EM PONTOS, se consolidou como um dos importantes eventos pré-Teia Estadual que resultou numa carta de reivindicações, contribuições e apontamentos para as TEIAs Paulista e Nacional.

O Encontro foi realizado em parceria dos projetos: Rede Cultura e Comunidade, encabeçado pelo Instituto Pombas Urbanas, que tem por objetivo a promoção de formação em políticas públicas na cidade de São Paulo e na região Metropolitana de Mairiporã e Franco da Rocha por meio da Política Nacional de Comitês de Cultura e o Pontão de Cultura Territorial Jacarandá SP coordenado pelo Ponto de Cultura Mudança de Cena, que tem como atuação o fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva por meio de quatro frentes: Agentes Cultura Viva, Mapeamento e Diagnóstico, Formação e Promoção da Diversidade Cultural, Mobilização e Fortalecimento da Rede Cultura Viva. A Conferência Livre de Pontos de Cultura, encerra um um ciclo de ações realizadas pelos projetos e se lança como espaço de diálogo e construção coletiva baseado na gestão compartilhada entre os pontos de cultura, fazedores de cultura da capital e poder público na agenda nacional Cultura Viva documentando as contribuições dos presentes para a subsidiar a 3ª Teia Paulista de Cultura Viva que irá acontecer na cidade de Campinas entre os dias 27, 28 de fevereiro e 1º de março de 2026 e em sequência a 6ª Teia Nacional Cultura Viva que acontecerá no estado do Espírito Santo entre os dias 24 e 29 de março de 2026.

A Conferência Livre de Pontos de Cultura, se lança como espaço de diálogo e construção coletiva baseado na gestão compartilhada entre os pontos de cultura, fazedores de cultura da capital e poder público na agenda nacional Cultura Viva

A palavra Potyrõ, que significa Mutirão, sintetiza a intencionalidade do encontro. Com uma programação que se estendeu das 09h da manhã até 19h da noite, com oficinas, apresentações artísticas e muita troca de saberes e diálogos entre a sociedade civil e o poder público com ampla representação das três esferas do estado: federal, estadual e municipal.

A abertura artística foi realizada pelo Ponto de Cultura Mucambos de Raiz Nagô, que nos recebeu com uma potente apresentação de maracatu de baque virado pernambucano. Na sequência, os mestres de cerimônia, Adriano Mauriz, liderança do PdC Instituto Pombas Urbanas e Olivia de Lucas, assistente de projetos do PdC Mudança de Cena receberam as autoridades do executivo das pastas da Cultura municipal, estadual e federal para uma conversa ampliada sobre o papel dos estado na construção das Teias Estaduais e Nacional. O representante da cultura da cidade de São Paulo foi Pedro Leão, Coordenador de Fomentos da Secretaria de Cultura de Economia Criativa da Prefeitura de São Paulo. Representando a Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do governo de São Paulo, a Diretora de Fomento, Liana Crocco e o representante do Ministério da Cultura, o Coordenador-Geral de Articulação de Cultura Viva Leandro Anton.

Na sequência, com a mediação de Eleilson Leite do Ponto de Cultura Ação Educativa, formou-se a mesa de representantes dos Pontos de Cultura responsáveis pela construção das Teias Paulista e Nacional. O representante da Teia Paulista foi o coordenador do Pontão Areté – Marcelo das Histórias, e os representantes da Teia Nacional foram a consultora de Formação da Teia Nacional e coordenadora do Pontão Pontão Ancestralidade Africana – Silvany Euclênio, e o Membro GT Nacional da Cultura Viva e Membro do Pontão Rema – Wagner Neiva. Encerrando as atividades da manhã.

Após a volta do almoço, os alunos da ETEC Artes realizaram uma intervenção artística chamada “Onde Nossas Vozes Ecoam” para abertura das atividades do período da tarde. A Mesa de Discussão sobre a Política Nacional Cultura Viva com a mediação de Zé Renato fundador da Cais Produção Cultural, contou com a presença de Juliana Clabunde do Ponto de Cultura Zabelê da Baixada Santista, Alessandro Azevedo do Escritório do MinC do Estado de São Paulo, Roberta Martins da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura do MinC e Christiane Ramirez da Assessoria da Câmara Federal. Simultaneamente a mesa, foram realizados oficinas temáticas: Pontinhos de Cultura com Alcemir Palma, Celso Pan e Jacqueline Baumgratz do Pontão de Cultura Bola de Meia; Narrativas e Dançares Brasileiros Com Mulheres Dagba com Kelly Silva, Natália Vasconcelos e Vera Athayde do Pontão de Cultura Oca; Cultura Digital e Plataformas de Software Livre com Diego Rojas do Pontão Coletivo Digital; Acessibilidade com Tânia Faga especialista em Acessibilidade Cultural e intervenção de Henrique Miranda PCD; Brincadeiras Musicais e Cantos de Moçambique e Malawi com Aryani Marciano, aluna da ETEC de Artes.

Um momento importante, dando sequência ao encontro foi a dinâmica Café com Prosa, guiado pelo coordenador do Pontão de Cultura Jacarandá SP Osmar Araujo e pela Agente Territorial de Cultura Bia Rangel, onde foram realizados grupos de escuta com os participantes da conferência sobre os seguintes temas: TEIA Nacional, TEIA Estadual e Futuro da Política Nacional Cultura Viva. Os relatores coletaram as contribuições dos presentes e produziram documentos que foram sistematizados posteriormente pela equipe do Pontão Jacarandá SP. Participaram nesta facilitação na relatoria: Ana Musidora, Alcione Donate da Silva, Cristiane de Almeida Santos, Endy Lima Gonzaga, Thiago Marquini e Baby Amorim. Finalizando o encontro em alto astral o com bloco de carnaval de rua, Bloco JahÉ, com clássicos do reggae nacional, internacional e do samba reggae baiano.

Passaram pelo evento mais de 180 pessoas. Foram 75 pontos de cultura certificados inscritos e mais de 90 participantes inscritos interessados em saber mais sobre a Cultura Viva.

Passaram pelo evento mais de 180 pessoas durante todo o dia. Foram 75 pontos de cultura certificados inscritos e mais de 90 participantes inscritos interessados em saber mais sobre a Cultura Viva e como participar dessa rede que tem mais de 20 anos de existência.

Quando a autonomia dos ponteiros é incentivada e o protagonismo dos atores culturais é respeitado, a construção coletiva entre a sociedade civil e o estado só tem a ganhar, fazendo com que a Rede Cultura Viva pulse cada vez mais forte e a cultura de base comunitária figure como ferramenta da transformação que queremos ver no país. 

Fortalecimento da diversidade da cultural brasileira e na Política Nacional de Cultura Viva