Entre 2024 e 2025, o Pontão de Cultura Jacarandá SP reuniu quatro Pontos de Cultura: Pombas Urbanas, Mudança de Cena, Projeto Meninos e Meninas de Rua e Coletivo Cultural Rubião Jr. Cada um acolheu dois Agentes Cultura Viva, jovens que atuaram no cotidiano das organizações e participaram de uma formação construída em conjunto, a partir do que cada um já sabia.

Inspirados em Futuro Ancestral, de Ailton Krenak, os encontros partiram de uma pergunta: que rio estamos remando e quem veio antes de nós? Entre murais coletivos, conversas com mestras e mestres e debates mediados pelos próprios jovens, o grupo chegou à escrita de projetos culturais e de um manifesto.
Os relatos mostram o alcance da experiência. Ivy Sophia Gomes, do Pombas Urbanas, defende que toda formação para o trabalho venha acompanhada de educação, pois é ela que gera autonomia. Victória Ribeiro, da Mudança de Cena, criou o videocast Primeiro Passo, sobre como profissionais experientes iniciaram suas carreiras na cultura. Henrique Miranda, do Projeto Meninos e Meninas de Rua, que é surdo e contou com intérpretes de Libras, destaca que a acessibilidade é condição para a participação em igualdade.
Em Botucatu, no Coletivo Rubião Jr., Mariana Rodrigues Mariano descobriu o trabalho por trás da arte: “antes de chegar ao palco, à arte bonita que todo mundo vê, existe toda uma preparação”. Ana Ju, por sua vez, aprendeu a elaborar projetos, lidar com orçamento e cumprir prazos, e afirma ter descoberto “que dá sim para viver de cultura”.
A experiência reforça que a gestão compartilhada fortalece a rede, que a formação é mais eficaz quando ligada à prática e que a acessibilidade deve ser planejada desde o início. São jovens que seguem remando, cada um em seu rio, abrindo caminho para o que virá.
Você pode ler o relato completo dos agentes clicando no link abaixo
https://drive.google.com/file/d/1w7ZhSiEKvHdJ-a8msUYpI257qh5jb_GZ/view
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Fortalecimento da diversidade cultural brasileira e da Política Nacional de Cultura Viva